Areac sedia encontro estadual de assistência técnica

Engenheiros agrônomos de todo o Paraná, participaram no dia 20 de abril, na sede da Areac (Associação Regional dos Engenheiros Agrônomos de Cascavel), do Encontro Estadual de Assistência Técnica, numa promoção da Apepa (Associação Paranaense de Planejamento Agropecuário), com apoio da Areac.

A primeira palestra foi proferida por André Luiz Barberá, que falou sobre o Seguro Agro, destacando a importância de o possuir diante do elevado risco de exposição das lavouras a eventos climáticos na região. Segundo ele, o seguro ainda evita o endividamento do cooperado e renegociação. O seguro agrícola cobre soja, milho, trigo, arroz, feijão, entre outras variedades. A categoria Multirrisco é uma das mais procuradas, com cobertura contra granizo, geada, incêndio, raio, tromba d´água, ventos fortes, chuvas excessivas, seca e variação constante de temperatura. O seguro também pode ser feito dentro da pecuária, para bovinos, suínos, aves e equinos, além de expandir para o campo florestal e aquícola. A previsão de subvenção de seguro para este ano do governo é de R$ 384 milhões.

Logo em seguida, o presidente da Acopar (Associação dos Cotonicultores do Paraná), engenheiro agrônomo Almir Montecelli, abordou a cotonicultura como alternativa de safrinha. Falou ainda sobre os projetos voltados à retomada do plantio de algodão no Paraná, com boas perspectivas de envolvimento dos produtores. “Esse é o primeiro encontro no Paraná com profissionais da área técnica, para apresentação do projeto de retomada do algodão no Estado. Até então, os encontros eram restritos a produtores”, relatou Montecelli.

O projeto de recuperação da cotonicultura no Paraná já conta com três anos e os primeiros resultados começam a agradar, com a adesão dos produtores. Na região oeste, os municípios com tradição na produção de algodão são Diamante do Oeste, Ouro Verde, São Pedro do Iguaçu, Vera Cruz do Oeste e São José das Palmeiras. “Há alguns anos, o produtor de algodão não suportou a sucessão de situações negativas, como o ataque voraz do bicudo nas lavouras e a queda abrupta no preço da arroba do algodão, levando esse produtor a partir para a exploração da soja”, disse Montecelli.

A maior concentração de produção brasileira fica no cerrado. Hoje, o País é um dos maiores a produtores e exportadores, com ênfase para a rastreabilidade incutida em todo o processo de produção, com códigos de barra presentes nos fardos. “A fibra é essencial para o mercado da moda e há um grande apelo para abastecer esse mercado em todo o mundo”. Outro desafio é contar com uma algodoeira no Estado.

O preço da arroba de algodão hoje está cotado a R$ 40, um preço considerado satisfatório. Já o algodão em pluma sai por R$ 100 a arroba. “Estamos procurando grupos de produtores interessados na retomada dessa importante cultura no Estado”. Segundo ele, diante do atual cenário, é inadmissível o algodão propiciar menos que o dobro do lucro em comparação com a soja. A parceria com a associação garante a mecanização do algodão do plantio à colheita.

Ainda como parte da programação do encontro estadual, o presidente da FEAPr, engenheiro agrônomo Ricardo Palma, abordou o tema Ministério Público x Agrotóxicos e apontou algumas incongruências e falta um entendimento maior por parte do Judiciário. “Colocar em um outdoor a informação de que uma pessoa bebe proporcionalmente por dia o equivalente a uma xícara pequena de café de veneno agrícola é de total desconhecimento da ciência, pois todo esse material é diluído em água e passa por um período de exposição ao sol ou a chuva, caindo no solo e não contaminando o alimento”.

Paranhos apresenta ações e projetos do campo a engenheiros agrônomos
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